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Ação conjunta em prol da formação de cidadãos conscientes

Cátedra de Direitos Humanos da FAMES ministrou palestra aos alunos do Colégio Centenário

Bullying, ciberbullying, sexting e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foram os temas que nortearam uma conversa de esclarecimento e orientação realizada pela Cátedra de Direitos Humanos da Faculdade Metodista de Santa Maria (FAMES) no Colégio Metodista Centenário. Participaram do bate-papo alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental e do 2ºe 3º Ano do Ensino Médio. A atividade ocorreu na manhã de sexta-feira, 3 de junho, nas dependências da escola.

palestra catedra

As informações foram trazidas pela coordenadora da Cátedra, professora Daniela Richter, pelas acadêmicas de Direito Gabriela Menna Barreto e Angélica Corrêia e pela egressa e mestranda em Direito, Patrícia Reis. Inicialmente, os estudantes receberam um flyer com dados sobre o bullying e o ciberbullying, distribuído através da campanha “Bullying não é brincadeira”. Foi aconselhado que os alunos levassem o material para casa, a fim de conversarem com os familiares a respeito do assunto.

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Inicialmente, a professora Daniela explanou sobre o ECA. Segundo ela, é preciso desmistificar as falhas que existem na interpretação da lei, principalmente em relação as responsabilidades das crianças e adolescentes. A docente explicou que o público que compõe o Estatuto é divido por faixas etárias e, cada uma delas, tem um tipo diferente de penalidade, no caso da prática de atos infracionais, como o bullying. “Eu convido vocês a refletirem e se colocarem no lugar do outro. O bullying precisa ser encarado com uma violência e não como brincadeira”, enfatiza Daniela.

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Em seguida, a acadêmica e monitora da Cátedra, Gabriela, comentou com os estudantes sobre o significado e os tipos de bullying. De acordo com ela, bullyng é um ato intencional, repetitivo, consciente e sem motivo aparente. Numa situação de bullying, existem três tipos de envolvimento: o agressor, a vítima e o espectador. A universitária reforça que o primeiro e terceiro têm responsabilidade sobre o ato. Gabriela ainda alertou sobre as consequências da prática. “Muitos não pensam na dimensão que o bullying pode tomar e os traumas que a vítima sofre”, acrescenta a jovem.

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Estagiária no Juizado de Infância e Juventude (JIJ) de Santa Maria, a acadêmica Angélica trouxe mais informações sobre as responsabilidades das crianças e adolescentes infratores. No caso do ciberbullying, ela defende a necessidade da prevenção. “Apesar de não ter intenção, é preciso pensar nas consequências”, afirma, em relação a exposição nas redes sociais e internet.

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Para finalizar o encontro, a mestranda em Direito, Patrícia, orientou os alunos sobre o sexting. A palavra define o envio de conteúdo erótico pessoal por qualquer meio eletrônico, seja através de celulares, notebooks ou computadores. Conforme a pesquisadora, o tema objetiva atrair a atenção dos adolescentes e jovens sobre os perigos da divulgação de fotos e vídeos na internet. “O sexting pode tornar alguém famoso, mesmo que não queira”, frisa. Patrícia acrescenta que as consequências da prática podem ser irreversíveis em alguns casos e, geralmente, marcam a vítima pelo resto da vida.

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Os alunos centenaristas aproveitaram a oportunidade para esclarecer dúvidas e discutir sobre os assuntos em pauta. Também pediram novos encontros, para tratar de outros temas, como a redução da maioridade penal.

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Para a orientadora educacional do Colégio Centenário, Adineia Araújo, é importante os adolescentes e jovens terem cuidado com aquilo que compartilham na internet, mesmo que seja entre amigos ou em relacionamentos afetivos. A agente da pastoral, reverenda Ângela Dias, também destacou que os alunos precisam ser responsáveis no uso das tecnologias, sabendo das consequências de seus atos.

 

Assessoria de Imprensa